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Projeção aponta um idoso para casa jovem em 2027

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) aponta que, considerando as taxas de cobertura por faixa etária, haverá um beneficiário jovem (0 a 18 anos) para cada idoso (59 anos ou mais) nos planos de saúde em 2027. Em 2015, havia dois jovens para cada idoso; no ano 2000 a variação era de três para um. De acordo com a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, o envelhecimento da população, a queda da taxa de fecundidade e a estrutura da oferta de serviços da Saúde Suplementar ameaçam a sustentabilidade do setor.

“Na forma como funciona hoje, o financiamento entre gerações correrá risco por conta da mudança desse proporção. Cada vez temos menos gente jovem na assistência à saúde privada para exercer solidariedade com os mais idosos. Diante desse quadro, precisamos atuar em outras frentes para manter viável a assistência privada, como flexibilizar as regras que paralisam o mercado e poder disponibilizar mais produtos e, assim, atender diversos nichos da população, de acordo com suas características e necessidades”, afirma a presidente.

A adequada proporção entre jovens e idosos é um dos preceitos que regem a sustentabilidade econômica dos planos de saúde – sistema de mutualismo. a técnica do seguro recomenda que os beneficiários de cada faixa etária arquem solidariamente com a totalidade dos custos de seu respectivo grupo. No entanto, as regras de formação de preços dos planos e seguros de saúde fixaram uma relação entre o preço da primeira faixa etária e da última, de seis vezes. Como a proporção de despesas médias dessas faixas é maior do que seis vezes, é estabelecido implicitamente um apoio financeiro dos menores de 59 anos idade – pagando um a mensalidade um pouco acima de seus custos para que os idosos não sejam excessivamente onerosos , o que seria o caso se compartilhassem as despesas com assistência à saúde apenas entre esse grupo. Dessa forma, os idosos podem manter o plano de saúde, apesar da elevação das despesas médicas com o avanço da idade.

De 1940 a 2015, a expectativa de vida no Brasil, para ambos os sexos, passou de 45,5 anos para 75,5 anos, um aumento de 30 anos, segundo o IBGE. Projeções do instituto mostram que a população com 59 ou mais anos de idade vai triplicar no país e passará de 26,8 milhões (13,0% da população brasileira), em 2016, para 65,9 milhões de pessoas, em 2050 (29,2%). As estimativas são de que a “virada” no perfil da população acontecerá em 2030, quando o número absoluto de brasileiros com 60 anos ou mais de idade irá ultrapassar o de crianças de 0 a 14 anos. Daqui a 13 anos, os idosos chegarão a 41,5 milhões (18% da população) e as crianças serão 39,2 milhões (17,6%).

 

Fonte: FenaSaúde.